O que resolver em casa, o que esperar na imigração e como se virar nos primeiros dias. Leia uma vez com calma antes da viagem e volte aqui quando bater a dúvida na rua.
Preço e regra de entrada mudam. Confira no site oficial antes de contar com qualquer valor daqui.
Resumo de bolso
7 dias em NYVisto e ESTA
Resolva o visto meses antes
Brasileiro precisa de visto de turista pra entrar nos Estados Unidos. O ESTA, a autorização eletrônica que aparece em muito guia gringo, vale só pros países do programa de isenção de visto, e o Brasil não faz parte dele hoje.
A fila de entrevista no consulado pode levar meses, então comece cedo. Taxa, prazo e regra de validade do passaporte mudam: confira tudo no site oficial do Departamento de Estado, o travel.state.gov, e no da embaixada americana no Brasil, nunca em site intermediário.
Na chegada
Imigração
Ao pousar, você passa pelo controle da imigração (CBP) antes de pegar a mala. O agente costuma perguntar o motivo da viagem, quantos dias você fica e onde vai se hospedar, e tira foto e digital. Responda curto e em inglês simples.
Deixe à mão, no celular e impresso, o endereço da hospedagem e a passagem de volta. Conte umas 2 horas entre o pouso e a chegada em Manhattan, somando fila, mala e trem.
"I'm here on vacation for seven days. I'm staying in Midtown, near Bryant Park, and I fly back on [data da volta]."
Do aeroporto ao hotel
AirTrain e LIRR
Do JFK, pegue o AirTrain nos terminais até a estação Jamaica. Ele se paga na saída, em Jamaica: US$ 8,75 por pessoa [a confirmar no site da Port Authority].
Em Jamaica, troque pro trem LIRR até a Grand Central Madison, o terminal novo que fica embaixo da Grand Central. São uns 20 minutos e de US$ 5 a 7 por pessoa. Compre o bilhete no app MTA TrainTime antes de embarcar. Se sua base for perto do Bryant Park, dá pra seguir a pé.
Táxi do JFK pra Manhattan tem tarifa fixa perto de US$ 70, mais pedágio, taxa e gorjeta. Compensa com muita mala ou chegando de madrugada. Na volta, AirTrain e LIRR somam cerca de 50 minutos até o aeroporto.
Metrô
Encoste o cartão na catraca
Não precisa comprar bilhete. O sistema OMNY aceita cartão com aproximação e celular direto na catraca, a US$ 2,90 por viagem. Tem teto semanal: depois de 12 viagens pagas em 7 dias com o mesmo cartão ou celular, o resto da semana sai de graça.
Use sempre o mesmo cartão (ou o mesmo celular) pro teto contar. O Citymapper monta o trajeto melhor que o Google Maps no metrô, com saída de vagão e linha expressa. O metrô funciona 24 horas, mas de madrugada os intervalos ficam longos.
Gorjeta
Some ao preço do cardápio
Em restaurante com serviço de mesa, a faixa usual de gorjeta vai de 18 a 22% e não vem incluída na conta. A maquininha costuma sugerir as porcentagens na tela. No bar, deixe de 1 a 2 dólares por drink.
Café de balcão é opcional, e alguns, como a SEY, nem cobram. Preço em cardápio também vem sem imposto, então a conta sempre fecha acima do que você viu.
Tomada e celular
Adaptador e eSIM
A tomada é do tipo A/B, de pino chato, e a voltagem é 120 V. Leve um adaptador. Carregador de celular e de notebook quase sempre é bivolt (procure "100-240V" na etiqueta), mas secador e chapinha de 220 V não funcionam.
Pra internet, compre um eSIM antes de embarcar e confira se o seu celular aceita. Instale em casa, com Wi-Fi, e ative quando pousar. A outra opção é o pacote de roaming da sua operadora: compare o preço por dia antes de escolher.
Segurança e documento
Passaporte no bolso à noite
Bar, rooftop e casa de jazz pedem documento com foto pra quem quer beber, e a idade mínima é 21 anos. Vale pra todo mundo, de qualquer idade aparente. Leve o passaporte físico: foto no celular não serve, e a CNH brasileira nem sempre é aceita.
No resto, cuidado de cidade grande. Em Times Square e em plataforma lotada, fique de olho na carteira. Leve um pouco de dólar em espécie: a Lucali só aceita dinheiro, e o Peter Luger não aceita cartão de crédito.
Clima
O que esperar em cada estação
O roteiro funciona o ano inteiro, mas a roupa muda bastante. Confira a previsão na semana da viagem.
- Inverno: frio de verdade, com vento entre os prédios e chance de neve. Casaco pesado, gorro e luva.
- Primavera: amena e instável. Abril é o mês das cerejeiras no Central Park.
- Verão: quente e úmido, com ar-condicionado forte dentro de loja e metrô. Leve uma camada leve pra dentro.
- Outono: a melhor época pra andar, na minha opinião. A folhagem do Central Park fica no auge entre o fim de outubro e meados de novembro.
Em qualquer estação, leve tênis confortável e um guarda-chuva pequeno. O roteiro anda uns 15 km por dia.
Emergência
- Polícia, bombeiro, ambulância
- 911
- Consulado do Brasil
- site do Consulado-Geral em Nova York. Confira lá o telefone do plantão antes de precisar
- Documentos
- Passaporte e visto válidos. Guarde uma foto dos dois no celular, separada do original